Medicina Indígena em Portugal: práticas de cura popular da colônia no cânone médico português (Wellington Silva Filho)

Lisboa, 14 de Dezembro, 18h
Na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, sala 8.02.06.
Comunicação proferida no âmbito do ciclo de Conferências CIUHCT.



Índio com prancheta de aspirar o Paricá, Iconografia da Viagem Philosophica de Alexandre Rodrigue Ferreira, Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional Digital (BNRJ. Objeto digital: mss1255454_13, loc. Original 21 A,1,001 nº13 – Manuscrito)

Sinopse

O sincretismo das práticas médicas adotadas durante o período colonial no Brasil foi um tema recorrentemente abordado pela historiografia tradicional. Pesquisadores como Licurgo Santos Filho, Sérgio Buarque de Holanda e Ordival de Cassiano Gomes sublinharam em suas obras tal condição, mostrando que a medicina exercida na colônia se caracterizava por aliar tradições indígenas, práticas de cura dos escravos africanos e a medicina europeia. Todavia, o sincretismo das práticas médicas não esteve apenas cerrado no espaço colonial. O que os pesquisadores alinhados à História Atlântica tem mostrado contemporaneamente é que as relações entre a Colónia e Metrópole influenciaram em ambas uma mudança profunda na forma como a medicina era então exercida. Assim, a presente comunicação tem como objetivo mostrar a existência de elementos da cura popular e indígena da América colonial inseridas no cânone da medicina portuguesa.

Sobre o orador

Wellington Silva Filho é doutorando em História das Ciências no Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia, Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa. Graduado em História pela Universidade Estadual de Maringá e Mestre em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da mesma instituição. Possui interesse em História da Medicina e Farmácia, História da História Natural, História do Império Português e História do Brasil Colônia.

Poster de divulgação